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	<title>Arquivo de corrupção - Prof. Sergio Seloti.Jr Thoutghs</title>
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		<title>São Paulo e o almoço grátis </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Sergio Seloti.Jr]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2017 20:31:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente de Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>​&#8221;Ah, professor, certeza que essas&#160;empresas que estão doando coisas para a cidade de São Paulo vão exigir uma contrapartida. Não existe almoço grátis!&#8221; Nos últimos dias tenho ouvido muito esse argumento &#8211; principalmente de pessoas com pouca formação em negócios. Ok, vamos falar disso, começando do final. O dito popular norte-americano &#8220;there is no free&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>​&#8221;Ah, professor, certeza que essas&nbsp;<a href="https://facebook.com/jdoriajr/photos/a.170842459639240.42120.144112092312277/1325784560811685/?type=3&amp;refid=17&amp;_ft_=top_level_post_id.1325784560811685%3Atl_objid.1325784560811685%3Athid.144112092312277%3A306061129499414%3A69%3A0%3A1485935999%3A-8865119817659782745&amp;__tn__=E">empresas que estão doando coisas para a cidade de São Paulo vão exigir uma contrapartida</a>. Não existe almoço grátis!&#8221;</p></blockquote>
<p>Nos últimos dias tenho ouvido muito esse argumento &#8211; principalmente de pessoas com pouca formação em negócios. Ok, vamos falar disso, começando do final.</p>
<p>O dito popular norte-americano &#8220;<i>there is no free lunch</i>&#8221; significa que, mesmo que haja um custo escondido, ele existe. Curiosamente, essa frase é normalmente usada por liberais e libertários para exemplificar que os serviços públicos &#8220;gratuitos&#8221; normalmente custam muito caro. Normalmente, é atribuída &#8211; erroneamente &#8211; ao Nobel de Economia, <b>Milton Friedman</b>.&nbsp;</p>
<p>Voltando ao contexto, claro que há um custo! Claro que essas empresas (Unilever, Coral, Mitsubishi, etc) querem &#8211; e vão &#8211; levar algo em troca. Esperar algo diferente disso não é nem ingenuidade, é burrice. De forma que a questão, então, é: &#8220;o que elas levarão em troca?&#8221;</p>
<h2>A Resposta</h2>
<p>A resposta à essa questão do que levarão em troca é simples, mas não simplista: <b>publicidade</b>. Sim, o prefeito <b>João Doria</b>, um <i><b>publicitário</b></i>, sabe muito bem como funciona o mecanismo e tem utilizado com maestria: sua atuação &#8211; aparentemente incansável &#8211; tem pautado a imprensa desde seu primeiro dia de governo e, a reboque dessa publicidade gratuita, ele oferece exposição a essas empresas. Assim, uma vez que o custo das ações para as empresas (carros equipados, tinha e mão de obra, sabonetes, etc) é muito inferior à economia que tem com ações de publicidade, eles optam por essas doações.&nbsp;</p>
<h2>Então o almoço é grátis?</h2>
<blockquote><p>&#8220;Professor, mas alguém está pagando a conta, não? Somos nós?&#8221;</p></blockquote>
<p>Sim, alguém está pagando a conta. Não, não somos nós. Então quem é?&nbsp;</p>
<p>Sendo, agora sim, um pouco simplista, quem paga a conta é a Globo, a Record, o Estadão, a Folha, o Sakamoto (rs), até eu, que estamos fazendo publicidade gratuita dessas empresas em nossos horários/espaços comerciais.</p>
<h2>Isso existe?</h2>
<blockquote><p>&#8220;Ah, professor, isso é possível? Eu duvido que seja só isso&#8221;</p></blockquote>
<p>Sim! E você conhece muitos casos assim. Por exemplo: a Google é uma das maiores empresas do mundo, fazendo algo em torno de <b>US$&nbsp;80 bilhões</b>&nbsp;de receita. Quanto você paga para realizar uma busca, de forma que a empresa faça tanto dinheiro?&nbsp;</p>
<p>Ou as bicicletas do Itaú e do Bradesco, que são gratuitas para o usuário? E quem paga a conta do jogo de futebol que você assiste de domingo na TV aberta?&nbsp;</p>
<p>A resposta para todas essas perguntas é a mesma: <b>publicidade</b>. Nesses diversos modelos de negócios, o cliente final daquele produto (buscas na Internet, bicicletas ou futebol na TV) usufrui do que lhe é oferecido, mas a conta é paga por um ou mais anunciantes, que assim tão seu nome exposto.&nbsp;</p>
<p>O que Doria fez, portanto, foi se valer dessa característica desses modelos de negócios e aplicá-la à gestão pública e, nesse caso, à imensa vantagem de ser prefeito da maior cidade do hemisfério sim e, portanto, ter &#8220;atenção&#8221; gratuita da imprensa.&nbsp;</p>
<p><b><i>Quem ganha? </i></b>O <b>munícipe</b>, que tem serviços gratuitos &#8211; de fato &#8211; à disposição. O <b>prefeito</b>, que ganha exposição (também) e amplia sua capacidade de realização, ao ter à sua disposição recursos privados &#8211; e voluntários. A <b>empresa</b> anunciante, que se vale de uma estratégia muito mais barata de exposição de marca. E até mesmo a <b>imprensa</b>, que tem pauta recheada praticamente todos os dias desde a posse do prefeito.</p>
<p><b>Só isso?&nbsp;</b></p>
<p>Sim! Só isso.&nbsp;</p>
<blockquote><p>&#8220;Mas se é tão simples, por que não era feito assim antes?&#8221;</p></blockquote>
<p>Há, aqui, três pontos que me vêm a mente. <b>Primeiro</b>: sempre tivemos políticos administrando a cidade, não administradores. O Mais próximo de um administrador que tivemos foram um engenheiro (Maluf), um economista (Serra, que pensa ao contrário de um administrador) e um economista e engenheiro (Kassab).</p>
<p><b>Segundo</b>: há uma rejeição forte de políticos (e ONGs, e imprensa, e outros assim) de enxergar a gestão pública como administração. Aí chega um cara que trabalha das 7 às 21 h para fazer a coisa funcionar e todo mundo estranha (ouvi que Haddad, por exemplo, chegava as 10 e saía as 16&#8230;com pausa para almoço).&nbsp;</p>
<p><b>Terceiro</b>: ainda que a solução de investimentos privados já existisse (como a conservação de algumas praças, as bicicletas laranjas ou as luzes da Vivo na ponte estaiada), normalmente o caminho inverso (dinheiro fluindo do poder público para o privado) se torna uma fonte mais interessante de &#8220;ganhos escusos&#8221;, ou desvios, em português claro. Se s Coral banca toda a obra de limpeza do monumento à imigração japonesa, não tem como roubar de si mesma. Já se a Braskem (que é da infame Odebrecht) vende para a prefeitura as tintas que pintam ciclovias na cidade, não é de se estranhar que o metro quadrado saia mais caro que mármore Carrara,certo?</p>
<p><b>Portanto&#8230;</b></p>
<p>Suas preocupações são legítimas &#8211; quanto à empresa querer alguma vantagem &#8211; e convém fiscalizar. Mas a chance de haver algum tipo de benefício financeiro indevido é quase nula, uma vez que não há nada transação nem desembolso na direção da empresa, mas apenas da empresa em direção ao poder público. E já na forma de serviço/produto entregue.</p>
<p>E vocês, que acham? Que outras ações que hoje passam pelo poder público poderiam ser executadas pela iniciativa privada?&nbsp;</p>
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