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	<title>Arquivo de indústria - Prof. Sergio Seloti.Jr Thoutghs</title>
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		<title>Socorro à indústria pode ser um desperdício, diz The Economist</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Sergio Seloti.Jr]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 01:39:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Socorro à indústria pode ser um desperdício, diz The Economist Para revista britânica, governos devem trocar programas de ajuda setorial por medidas de estímulo geral à economia &#124; 20.02.2009 &#124; 17h43 A produção industrial está entrando em colapso em todo o mundo. Somente no último trimestre, a indústria dos Estados Unidos encolheu o equivalente a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Socorro à indústria pode ser um desperdício, diz The Economist</strong><br />
<em>Para revista britânica, governos devem trocar programas de ajuda setorial por medidas de estímulo geral à economia</em><br />
<em>| 20.02.2009 | 17h43</em></p>
<div id="fonte_materia">
<p>A produção industrial está entrando em colapso em todo o mundo. Somente no último trimestre, a indústria dos Estados Unidos encolheu o equivalente a 13,8%, em dados anualizados. Já os ingleses recuaram 16,4%. De acordo com a revista britânica <em>The Economist</em>, o poder destrutivo da crise no sistema financeiro já foi sentido com clareza no ano passado, mas a freada da indústria está apenas começando a ser dimensionada. &#8220;A produção industrial é volátil, mas o mundo não viu uma contração dessas desde o primeiro choque do petróleo nos anos 70 &#8211; e nem tão generalizada. A indústria está entrando em colapso no Leste Europeu, assim como no Brasil, Malásia e Turquia&#8221;, afirma a publicação.</p>
<p>O problema, segundo a <em>Economist</em>, é que elaborar um plano de socorro à indústria pode ser um desperdício de recursos, além de ser mais difícil do que socorrer os combalidos bancos intoxicados com títulos podres. A revista aponta duas fontes de problemas. A primeira é que os programas governamentais, que já são de demorada concepção e implementação, se embaraçam ao lidar com a grande variedade de desafios que surgem constantemente no setor manufatureiro. A outra é que políticas de apoio setorial não conseguem revolver a causa geral da crise &#8211; a queda de demanda, não apenas por bens manufaturados, mas por qualquer coisa.<br />
Por causa da elevada capacidade instalada no mundo, muitos industriais estão fechando as portas, apesar de todo o dinheiro que os governos nacionais estão injetando na economia. Mas como é possível ao governo escolher que empresas devem ser salvas, ou qual é o tamanho &#8220;correto&#8221; de cada setor? &#8220;Isso é para os consumidores decidirem&#8221;, responde a <em>Economist</em>. &#8220;Dar dinheiro para as indústrias com os mais ruidosos lobistas seria injusto e inútil. Direcionar a demanda para setores afortunados que ganhariam a ajuda apenas exacerbaria a revolta&#8221;, afirma a revista.</p>
<p><strong>Desperdício</strong></p>
<p>A publicação também critica o argumento de que a ajuda a alguns setores industriais é necessária, porque esta crise é potencialmente mais destruidora de empregos que as anteriores. Os defensores desse argumento citam, por exemplo, que o novo modelo Camaro, da General Motors, ficou ameaçado após um fornecedor de peças plásticas ir à falência. Estendendo o argumento, os especialistas afirmam que a perda da própria GM prejudicaria permanentemente a cadeia produtiva de toda a América do Norte.</p>
<p>Para a <em>Economist,</em> esse argumento de que a destruição de empregos em alguns pontos da cadeia produtiva prejudica todo o resto é fraco. A revista afirma que, no geral, companhias com diversos fornecedores ou muitos clientes tendem a ser mais resistentes à crise do que aquelas que precisam recorrer a poucos fornecedores ou compradores. A revista cita o caso da China, no qual o excesso de capacidade produtiva está permitindo às empresas encontrar rapidamente novos fornecedores, quando os seus tradicionais vão à falência.</p>
<p>A revista conclui que, mesmo com todos os argumentos que apontam a ineficácia de ajudas setoriais, a ajuda a um setor em especial &#8211; o sistema financeiro &#8211; é justificável. &#8220;Salvar os bancos, não importa quão comprometidos eles estejam, asseguraria o fluxo de capitais para todas as empresas; os estímulos fiscais elevariam a demanda. Mesmo com as indústrias em colapso, os governos não deveriam se preocupar com planos setoriais.&#8221;<br />
Fonte: <a href="http://portalexame.abril.com.br/economia/socorro-industria-pode-ser-desperdicio-diz-the-economist-422949.html" target="_blank"><strong>Portal EXAME</strong></a></div>
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