Redes Sociais fora do ar

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Venho dizendo aos meus alunos que o “fenômeno” das redes sociais não é nenhuma novidade. Ao contrário, é até bem antigo: existe desde que o primeiro humano falou com outro humano a começaram a criar um “laço” entre eles. Na verdade, Carlos Drummond de Andrade falava dele 15 anos antes de nascer a internet:

Quadrilha
1954, Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história

Conrado Adolpho, do iMasters, publicou recentemente um texto que fala um pouco sobre isso, onde questiona se redes sociais são tendência ou modismo. Uma boa leitura.

Abaixo, por fim, vai o material que usei nas aulas sobre Mídias Sociais. Começo com uma breve explicação sobre o conceito de Redes Sociais e depois trabalho um pouco a idéia de mídia tradicional, sua mudança para o conceito de mídias sociais e, por fim, alguns (poucos) casos recentes nesse ambiente. Foram duas aulas nessa discussão e achei interessante o resultado: no fim, já tinha gente querendo analisar se os amigos e namoradas(os) tinham laços fracos ou fortes.

Eu de analista? No way!

Literatura em 140 caracteres?

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“A meninada precisa ser seduzida. Ler pode ser divertido e interessante, pode entusiasmar, distrair e dar prazer”
Lya Luft


Li um texto da Lya Luft na Veja da última semana. A frase que vai acima é parte do texto e reflete uma preocupação que tenho como docente. Pode ser algo pessoal, mas entendo que, como docente, tenho uma missão maior do que simplesmente ensinar um conteúdo. Acredito que tenho que instigá-los a investigar, pensar, questionar. Utopia ou missão, não sei e não me preocupo em saber. Ajo e ponto.

Um grande desafio é auxiliar na transformação de uma “geração 140”¹ em leitores. Indepentende da obra – eu mesmo não tenho paciência para alguns “clássicos” – o hábito da leitura tem vantagens inúmeras. Além de treinar a mente,

Twitter

Twitter

enriquecer vocabulário, melhorar a escrita, a leitura pode proporcionar incontáveis horas de diversão a um custo muito baixo. Tão portátil quanto alguns celulares, um livro ainda tem a vantagem de não ser um objeto de desejo da maioria dos ladrões – o que é uma pena. Pode ser usado no metrô, em casa, na escola/faculdade, enquanto espera alguém no shopping… até mesmo no banheiro!

Há quase 2 anos faço uma experiência com meus alunos de 2º período na FIT. Essa turma tem comigo a disciplina de Fundamentos de Tecnologia que, apesar de ser tecnologia, é um conteúdo um pouco cansativo as vezes. Há alguns semestres, identifiquei que a média de leitura da sala era similar à média de leitura do brasileiro (algo em torno de 1,7 livros ao ano). O número não assustaria se não estivessemos falando de jovens com uma condição social estável e na maior capital do país. Eu me assustei. Esse número se repete em outras turmas e, por conta da missão que citei antes, propus-lhes um trabalho: indiquei alguns livros de ficção científica e tecnothrillers e desenvolvemos um trabalho de análise do ambiente tecnológico… do livro! Dan Brown, Michael Crichton, Asimov, Orwell tornaram-se nossos companheiros durante cerca de dois meses. Nas últimas apresentações, trouxemos de volta o “elemento 140”: com os slides online, fazíamos comentários e interagíamos com a apresentação através do Twitter. A experiência é incrível!

É interessante notar que, ao contrário do que muito se fala por aí, esses jovens podem, sim, tornarem-se leitores assíduos dos livros – e livros não necessariamente de papel, mas e-books, blogs e outros. Concordo plenamente com Lya Luft: eles precisam ser seduzidos. Não enganados, mas apresentados a outras possibilidades de leitura.

Fazer isso sem preconceitos e entendendendo as necessidades dessa geração é uma tarefa difícil, mas recompensadora.


¹ – Geração 140 é uma referência a aplicações internet como o Twitter, onde o usuário posta mensagens curtas que são acompanhadas por milhares de pessoas ao redor do mundo. O número de caracteres (140) é baixo pois segue a filosofia da mobilidade e praticidade, tendo como objetivo inicial ser usado com mensagens SMS em celulares.

Twitteravaliação

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Ontem, durante as apresentações dos alunos do 1º semestre da FIT, valendo as notas do 2º Bim, fizemos uma experiência (eu e os alunos). Enquanto os grupos se revezavam nas apresentações, os demais acompanhavam, via Twitter, os comentários do professor. Tinham a oportunidade de clicar nos links das apresentações e comentar também os trabalhos dos colegas. Para mim, além de propiciar uma experiência interativa com a turma num momento que normalmente seria de baixa interação, foi legal ver os comentários dos colegas acerca dos trabalhos. Sem contar, também, que foi uma experiência divertida.

Creio que, finalmente, tenha encontrado uma boa utilidade para o Twitter.

Gostaria de saber da turma: que acharam?

Palestra na FIT com Marcelo “Urso” Vitorino

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Caros, fiquei muito feliz com a presença em massa na palestra de ontem, ocorrida na FIT. Não apenas pela presença, mas pela participação. Penso que mais que uma palestra, foi também um momento descontraído e espero que tenham surgido boas idéias em relação a tudo que foi falado. 

Abaixo, algumas fotos do evento. Detalhe para seu professor pegando carona na fama do Urso.

 

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Agora que viram as fotos, gostaria de saber de vocês o que acharam. O que foi legal, o que não foi, o que ficou gravado… o espaço é de vocês!