Preparados? 

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Por que digo a mais alunos que eles precisam ler mais: postei, entre ontem e hoje, duas matérias aparentemente desconexas. Aparentemente…

A notícia de ontem, diz respeito à robotização, já presente e cada vez mais comum. A de hoje, fala das novas escolas infantis. 

E o que isso tem a ver? O que a robotização tema ver com as novas escolas? TUDO!

Educação hoje para um mundo de amanhã?

Uma criança que entre na escola hoje, estará no mercado de trabalho e entre os anos 2032 e 2097, aproximadamente (se o Temer não aumentar mais ainda o tempo de contribuição para aposentadoria, rs). Alguns verão a virada de século ainda trabalhando! E o que isso significa? TUDO! Significa que essas crianças de hoje serão profissionais numa época em que a robótica estará tão presente que carros serão autônomos, bancos (financeiros) serão virtuais, assim como o dinheiro. Viagens de longa distância serão rápidas como um trajeto a pé, via Hyperloop ou equivalentes. A energia, renovável, baseada em fusão nuclear, será baratíssima. Celulares serão relíquias esquecidas nos sótãos. Estudar línguas será apenas por prazer (quem se lembra do babel fish?). Uma era onde alimentos sintéticos acabarão com a fome no mundo (gostemos ou não  deles). Ah, os “empregos” (que, na verdade, serão trabalhos), demandarão menos horas (sim, trabalharemos algo como “das 10-16, com tempo de almoço”).

E quais serão as habilidades necessárias nesse novo mundo? Em que medida as escolas de hoje (ou do século XV, dá na mesma) estão preparando essas crianças para esse Mundo Novo meio Black Mirror?

Não tenho respostas, mas sei que meus filhos lerão Aldous Huxley, Isaac Asimov, Ray Bradbury, George Orwell, Philip Dick, Douglas Adams, Arthur Clarke, HG Wells e Julio Verne. 

Ao menos, saberão o que esperar.

#futuro #inovação #educação

São Paulo e o almoço grátis 

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​”Ah, professor, certeza que essas empresas que estão doando coisas para a cidade de São Paulo vão exigir uma contrapartida. Não existe almoço grátis!”

Nos últimos dias tenho ouvido muito esse argumento – principalmente de pessoas com pouca formação em negócios. Ok, vamos falar disso, começando do final.

O dito popular norte-americano “there is no free lunch” significa que, mesmo que haja um custo escondido, ele existe. Curiosamente, essa frase é normalmente usada por liberais e libertários para exemplificar que os serviços públicos “gratuitos” normalmente custam muito caro. Normalmente, é atribuída – erroneamente – ao Nobel de Economia, Milton Friedman

Voltando ao contexto, claro que há um custo! Claro que essas empresas (Unilever, Coral, Mitsubishi, etc) querem – e vão – levar algo em troca. Esperar algo diferente disso não é nem ingenuidade, é burrice. De forma que a questão, então, é: “o que elas levarão em troca?”

A Resposta

A resposta à essa questão do que levarão em troca é simples, mas não simplista: publicidade. Sim, o prefeito João Doria, um publicitário, sabe muito bem como funciona o mecanismo e tem utilizado com maestria: sua atuação – aparentemente incansável – tem pautado a imprensa desde seu primeiro dia de governo e, a reboque dessa publicidade gratuita, ele oferece exposição a essas empresas. Assim, uma vez que o custo das ações para as empresas (carros equipados, tinha e mão de obra, sabonetes, etc) é muito inferior à economia que tem com ações de publicidade, eles optam por essas doações. 

Então o almoço é grátis?

“Professor, mas alguém está pagando a conta, não? Somos nós?”

Sim, alguém está pagando a conta. Não, não somos nós. Então quem é? 

Sendo, agora sim, um pouco simplista, quem paga a conta é a Globo, a Record, o Estadão, a Folha, o Sakamoto (rs), até eu, que estamos fazendo publicidade gratuita dessas empresas em nossos horários/espaços comerciais.

Isso existe?

“Ah, professor, isso é possível? Eu duvido que seja só isso”

Sim! E você conhece muitos casos assim. Por exemplo: a Google é uma das maiores empresas do mundo, fazendo algo em torno de US$ 80 bilhões de receita. Quanto você paga para realizar uma busca, de forma que a empresa faça tanto dinheiro? 

Ou as bicicletas do Itaú e do Bradesco, que são gratuitas para o usuário? E quem paga a conta do jogo de futebol que você assiste de domingo na TV aberta? 

A resposta para todas essas perguntas é a mesma: publicidade. Nesses diversos modelos de negócios, o cliente final daquele produto (buscas na Internet, bicicletas ou futebol na TV) usufrui do que lhe é oferecido, mas a conta é paga por um ou mais anunciantes, que assim tão seu nome exposto. 

O que Doria fez, portanto, foi se valer dessa característica desses modelos de negócios e aplicá-la à gestão pública e, nesse caso, à imensa vantagem de ser prefeito da maior cidade do hemisfério sim e, portanto, ter “atenção” gratuita da imprensa. 

Quem ganha? O munícipe, que tem serviços gratuitos – de fato – à disposição. O prefeito, que ganha exposição (também) e amplia sua capacidade de realização, ao ter à sua disposição recursos privados – e voluntários. A empresa anunciante, que se vale de uma estratégia muito mais barata de exposição de marca. E até mesmo a imprensa, que tem pauta recheada praticamente todos os dias desde a posse do prefeito.

Só isso? 

Sim! Só isso. 

“Mas se é tão simples, por que não era feito assim antes?”

Há, aqui, três pontos que me vêm a mente. Primeiro: sempre tivemos políticos administrando a cidade, não administradores. O Mais próximo de um administrador que tivemos foram um engenheiro (Maluf), um economista (Serra, que pensa ao contrário de um administrador) e um economista e engenheiro (Kassab).

Segundo: há uma rejeição forte de políticos (e ONGs, e imprensa, e outros assim) de enxergar a gestão pública como administração. Aí chega um cara que trabalha das 7 às 21 h para fazer a coisa funcionar e todo mundo estranha (ouvi que Haddad, por exemplo, chegava as 10 e saía as 16…com pausa para almoço). 

Terceiro: ainda que a solução de investimentos privados já existisse (como a conservação de algumas praças, as bicicletas laranjas ou as luzes da Vivo na ponte estaiada), normalmente o caminho inverso (dinheiro fluindo do poder público para o privado) se torna uma fonte mais interessante de “ganhos escusos”, ou desvios, em português claro. Se s Coral banca toda a obra de limpeza do monumento à imigração japonesa, não tem como roubar de si mesma. Já se a Braskem (que é da infame Odebrecht) vende para a prefeitura as tintas que pintam ciclovias na cidade, não é de se estranhar que o metro quadrado saia mais caro que mármore Carrara,certo?

Portanto…

Suas preocupações são legítimas – quanto à empresa querer alguma vantagem – e convém fiscalizar. Mas a chance de haver algum tipo de benefício financeiro indevido é quase nula, uma vez que não há nada transação nem desembolso na direção da empresa, mas apenas da empresa em direção ao poder público. E já na forma de serviço/produto entregue.

E vocês, que acham? Que outras ações que hoje passam pelo poder público poderiam ser executadas pela iniciativa privada? 

Campanha: Pilhas novas para meu controle remoto (ou “Leia um bom livro”)

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​Fiz um post (em 19 de janeiro de 2012, mas continua atual) que gerou certa polêmica e a galera pediu para criar um link e permitir compartilhamento. Here it goes, pals!

Post original

Campanha para tirar BBB do ar?Ahhhhhh, vão arranjar o que fazer! Desliguem a TV, escolham melhor seus programas e parem de achar que o governo é seu pai!#umpaísdetolos

Qual o meu ponto: Você não gosta? Eu também não. Mas gosto menos ainda de alguém (Governo Federal, Ministério Público, WWWanessa Camargo, o Raio Que o Parta) me dizendo o que eu devo ou não assistir. E por quê? Porque eu acho que as pessoas tem que aprender a escolher melhor e não jogar essa responsabilidade para outros. E também porque o nome disso é censura.

“Eu não concordo com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las” (by Voltaire)

Poxa, campanha para tirar (de verdade) o Sarney, o Dirceu, o Sergio Cabral do governo, ninguém faz. Vota mal e depois quer jogar a responsabilidade nos outros. É EXATAMENTE A MESMA POSTURA que a galera tem com o BBB. Se aquela porcaria não desse MUITO dinheiro (ou seja, MUITA audiência), a Globo não faria. Simples assim.

 

O Big Brother DE VERDADE é esse.Daí, minha sugestão: Vai ler um livro! Lá ninguém vai incomodar você com bundas de fora, “estrupos”, “Ai se eu te pego” ou coisas do gênero.

Minha sugestão? 1984, de George Orwell. Alguém sabe por quê? 😉

Isenção é privilégio?

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Tudo começou com um post da página/twitter do Senado Federal, que publicou a seguinte enquete: “Professores devem ser isentos de Imposto de Renda?”

A celeuma

A confusão começou quando o excelente (mas não dessa vez) Alexandre Borges publicou o link em seu Facebook uma ironia a essa proposta e usando, para tanto, uma frase de Bastiat: “O estado é a ilusão de que todos podem viver às custas de outros.” Curioso, de cara, é que Bastiat foi um liberal e anti impostos (esses mesmos que Alexandre Borges defende neste post, sob a argumentação de que “tem que ser para todos”, logo, se não é para todos, que não seja para ninguém).

Questionei esse ponto e, então, surgiram uma série de questionamentos: alguns de pseudo-liberais leite com pera, outros de invejosos e outros de pessoas legitimamente interessadas em debater.

Liberalismo

Antes de pegar um item a item para discutir, cabe a introdução ao pensamento liberal e à questão dos impostos e do estado. Para começar, sugiro a leitura do artigo A sociedade voluntária, os impostos, e os subsídios, do Instituto Mises, do qual destaco 3 trechos: duas falas de Rothbard e um pequeno trecho da conclusão:

Rothbard discorre sobre a questão de uma hipotética isenção fiscal:

“Uma das principais fontes de confusão que afeta tanto economistas quanto defensores do livre mercado é que a sociedade livre tem sido frequentemente definida pelo status de “igualdade perante a lei”, ou de “privilégios para ninguém”.  Em consequência, muitos têm usado tais conceitos para condenar uma isenção fiscal como sendo um “privilégio” e uma violação do princípio de “igualdade perante a lei”.  Esse último conceito dificilmente constitui um critério de justiça, pois depende da justiça da própria lei.  A principal característica do livre mercado é esta justiça, e não a igualdade.  De fato, uma sociedade livre é muito melhor descrita pela expressão “igualdade de direitos de defender a si próprio e a propriedade” ou “igualdade de liberdade” do que pela vaga e enganosa expressão “igualdade perante a lei”.”

Ainda segundo Rothbard,

Uma isenção fiscal não é o equivalente à uma subvenção.  Em uma subvenção, o recebedor percebe um privilégio à custa de seus colegas, mas no caso de uma isenção fiscal, o beneficiário está evitando um ônus.  Enquanto a subvenção é feita às custas dos outros, a isenção não impõe tal custo aos outros.  Culpar o beneficiário da isenção por evitar o imposto é o mesmo que culpar um escravo de fugir de seu senhor.

E, ao final,

Pode uma redução de impostos ser considerada ruim por ocasionar “distorções”?  A resposta é um categórico não.  É impossível haver um aumento de distorção do conjunto de indivíduos concomitante a uma diminuição de distorção de um setor específico (via redução de impostos para este setor).  Uma menor intrusão agregada irá diminuir a distorção agregada, por definição.

A redução de impostos é sempre desejada, seja sob a ótica da moralidade, ou pela busca de eficiência econômica.

A essência

A essência, portanto, do argumento da isenção não é a do privilégio, mas sim a do fim da submissão. Portanto, não é a “intervenção do estado em favor de” alguns, mas, ao contrário, “o fim da intervenção contra” alguns.

Desse princípio, parto que qualquer redução de impostos é uma redução de impostos e, consequentemente, uma redução do peso do estado sobre as costas da sociedade.

“Mas, professor, isso não é sacanagem com os outros???” NÃO! É a redução da sacanagem com alguns.

“E isso não cria privilégios?” NÃO! Ao contrário, isso ajuda a todos os agentes econômicos.

Vamos começar com um exemplo bastante simples (e, para não reclamarem que estou advogando em causa própria, vamos dar isenção a outras profissões, sem problemas): imagine que o governo conceda isenção aos analistas de RH ou aos comedores de fogo de circo (felizes?). E vamos imaginar que isso represente uma redução de 1000 reais de impostos por mês, ou 13 mil ao ano (é o maledeto 13º). Em outras palavras, sobraram 13 mil dinheiros na conta corrente de alguns ao final de um ano. Que sacanagem, né? NÃO!

Com esses 13 mil dinheiros a mais, o José, analista de RH, ou a Maricota, comedora de fogo, podem fazer o que? O José pode pagar uma dívida e parar de dar dinheiro para o Setubal? Ou pode viajar para o Nordeste, criando oportunidades de negócios para empreendedores locais? Ou pode contratar uma diarista para sua casa, possibilitando que a D. Rose possa pagar a faculdade para o filho? Ou podem ir mais a restaurantes, aumentando a demanda pelo serviço do Chico, aquele do hamburguer? Ou, quem sabe, comprar um carro, evitando a demissão do Carlinhos da GM? Ou, ainda, pode guardar o dinheiro e, em alguns anos, quitar seu apartamento? A não ser na cabeça de um socialista, a possibilidade de que o José (ou a Maricota) tenha mais dinheiro na mão, oriundo do próprio trabalho, é ruim.

“Professor, então você não é contra a isenção de impostos para igrejas???” Nem a pau! Sou contra é aumentarem impostos para o Spotify ou Netflix, pois, no final, quem vai pagar mais é o consumidor. Sempre! E isso significa (sempre) mais dinheiro nas mãos dos Cunhas, Calheiros, SIlvas, Roussefs, Mantegas e afins, e menos dinheiro nas mãos dos João, Maricota, D. Rose, Chico, Carlinhos. Se alguma ação reduz o peso do estado sobre a sociedade, eu sou a favor.

O ponto a ponto

Vou pegar, então, alguns “argumentos” do tópico citado e responderei item a item aqui. Nem todos valem a pena, e alguns se agrupam em um só.

Esse argumento do Alexandre Borges é recorrente: se não pode ser pra todos, que não seja pra ninguém. Além de me soar infantil (sorry, Alexandre, mas soa), também é um argumento típico de economias igualitaristas, ou socialistas. Conforme já mostrei acima, isenção para um setor ajuda a toda a sociedade (ou diminui o peso do estado).

Uma variação do argumento do Borges: se não é pra todos, que não seja pra ninguém. Nesse caso, vale lembrar a diferença – exposta acima – de “isenção” e “subvenção”. A subvenção pressupões que um lado receberá alguma subvenção, custeada por outro. A isenção é simplesmente a não expropriação de alguém. O que nos leva a outro(s) argumento(s) recorrente:

O primeiro ponto: diminuir impostos incorrerá em aumentar de outros. Não, cara, pois aumentar de outros depende de aprovações de congresso, por exemplo. E a pressão pública, do jeito que está, torna mais complexa essa operação. Haja visto o que aconteceu quando tentaram emplacar a CPMF de novo. O que se esquece, aqui, é que o orçamento público deve apontar as fontes de receitas antes de estipular os gastos e, em não havendo essa fonte específica (ou qualquer outra), o governo não pode prever gasto, forçando aos cortes (como estamos vendo no atual governo ao estabelecer tetos de gastos).

O segundo argumento, da reforma tributária, é sensacional!! E deve mesmo ocorrer. Mas… enquanto não ocorre, vamos dar dinheiro para Brasília? Dá vontade de repetir o xingamento do sujeito…mas pra ele.

Já o terceiro é um paradoxo em si mesmo: “Não existe almoço grátis”, mas o fulano quer que uma pessoa pague o almoço de outro – provavelmente, o do Renan Calheiros. Vai entender…

Vamos lá. Primeiro: assim como raríssimos professores ganham 25 mil reais, há capitães dos bombeiros que ganham 15 mil. Além disso, e da resposta que já apresentei, podem escolher outros setores, não me importo. Ao invés de professores, querem dar isenção a caçadores de formigas, estivadores, plantadores de mandioca ou mesmo bombeiros, fiquem à vontade. Permanecerei a favor.

O Rogério é meu amigo pessoal, além de termos trabalhado juntos, e tem ideias muito interessantes. A primeira parte do argumento, da compensação, já foi colocada acima. Sobre ganhar pouco, ou não, é um debate que já fiz nesse vídeo – e não é bem o tema deste post.

Sobre imposto único, concordamos plenamente (creio eu)! Para mim, 30% direto no consumo, e pronto. 10% para o município (5% para cada, no caso de consumo e produção em municípios diferentes), 10% para o estado (mesma regra do município) e 10% para a federação. Se alguém quiser isentar algo, que o faça com sua “parte”. E ninguém mais poderá aumentar impostos, as rendas públicas passam a ser previsíveis e ficam claras para todos.

Mas dessa vez, comeu bola. Não é subvenção (como no caso dos ônibus), mas é isenção. Logo, são casos diferentes. Bem diferentes. No primeiro, para-se de expropriar um grupo. No caso proposto, repassa-se verba pública para uma(s) empresa. É bem diferente.

Agora notem essas três excrescências:

O primeiro confunde isenção com subvenção e, principalmente, com subsídios (como o caso dos ônibus e das inúmeras bolsas).

O segundo usa um ad hominem que já fora desfeito argumentos antes (com o caso dos bombeiros).

E o terceiro deve achar que para ser professor, tem que ser alinhado com a esquerda – o que é tão acurado quanto dizer que todo branco é honesto ou toda menina que use minissaia seja promíscua. Uma excrescência sem tamanho!

Felipe, são propostas excludentes? A tabela de IR é outra obscenidade. Que tal fazermos duas coisas: um gatilho automático de atualização da tabela e isenções para 1 ou mais setores?

Agora, dizer que “isenção” (fim de uma expropriação) é “benfeitoria” (fazer um bem a alguém) é bem… estranho.

Mais uma vez, misturando isenção com subvenção e subsídios. E ainda inverte tudo: diz que isenção é intervenção estatal!!! Ai, ai…

O post do Filipe é um raio de luz nessas trevas de raciocínio. Já na sequência… conseguem dizer que isenção pra um significa aumento pra outro, mas isenção pra todos pressupõe que não haverá aumento. WTF??? De onde sai essa lógica onde tirar de um lado ferra com todos, mas tirar de todos, não ferra com ninguém???

O Rogerio mais uma vez levanta um ponto interessante… e invertido! O que ocorreu na França foi exatamente o contrário do que proponho. Lá, AUMENTARAM os impostos de um determinado grupo (os mais ricos) e eles levaram seu dinheiro para lugares com taxações mais coerentes. A idéia é tão estúpida (de taxar os ricos) que não se passaram 2 anos e já voltaram atrás. Ou seja, o efeito França corrobora minha postura: reduzam, ao invés de aumentar. Ainda que seja de um grupo (como o foi na França).

E por fim (falando sobre professores de faculdades federais)…

Mais um raio de luz no meio das trevas! Concordo plenamento com o Stefano: não apenas isentar (professores, bombeiros, quem quer que seja), como também acabar com o ensino estatal (e isso é um debate longo para outro post, que já fiz aqui algumas vezes).

 

Finalmente

Se alguma ação reduz o peso do estado sobre a sociedade, eu sou a favor.

Ufa!

Os 9 slides do Prof. Sergio Seloti.Jr

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Um dos momentos mais críticos ao lançar um novo negócio (ou projeto de negócio) é o temido momento do pitch. É difícil falar em fórmulas, já que cada projeto ou negócio tem suas próprias especificidades e características próprias que devem ser ressaltadas. Ainda assim, quando se apresenta um projeto para um investidor (mesmo uma banca de negócios ou um shark tank), há informações – e sequência de informações – que não podem faltar.

Como fazer apresentações, segundo Guy Kawasaki

Guy Kawasaki, conhecido guru do empreendedorismo, sugere uma sequência de 10 slides que contêm toda a informação necessária para este tipo de situação (em português aqui). Ele também se considera um “evangelista da regra 10/20/30” para PowerPoint. Segundo esta regra, nenhuma apresentação corporativa deve ultrapassar 10 slides ao longo de, no máximo, 20 minutos de uma apresentação cujo tamanho das fontes não pode ser inferior a 30 pontos.

Confesso que não trabalho totalmente dentro destes limites, mas costumo seguir a essência de maneira bastante aguda. Apresentações longas não são apenas chatas e cansativas, mas podem dispersar a atenção e jogar contra a própria proposta do momento, que é garantir a absorção do máximo de conteúdo possível. Além disso, fontes pequenas não servem para quem está assistindo a apresentação, mas apenas para um apresentador inseguro que deseje ler a sua fala ao invés de se preparar melhor (e, eventualmente, decorar aqueles dados). Apresentações em mídia visual (sim, eu não quis usar o termo “PowerPoint“, rs) servem como reforço da mensagem de um apresentador, não são o ator principal. Se é para a audiência ficar lendo o que você está falando, é mais rápido entregar-lhes o texto impresso (ou, ainda melhor, um PDF) e eles mesmos se encarregarão de ler, em um ritmo assustadoramente mais rápido do que o apresentador pode falar. Assim, o PPT deve servir como apoio, focado em reforçar a mensagem do apresentador – preferencialmente com palavras-chave, ao invés de textos longos, e imagens. Imagens valem mais que mil palavras, sim.

Há que se ressalvar, porém, que há tipos de apresentações e nem todas se encaixam neste mesmo padrão ou sequência. Uma aula (em escola, faculdade) terá características diferentes (normalmente, mais longa, com tópicos pontuados, algum material que possa ser “copiado” pelo aluno, etc) de uma palestra (com duração intermediária entre uma aula e um pitch para investidor, normalmente mais lúdica, envolvente e que atinja uma audiência mais ampla).

Como fazer apresentações, segundo o prof. Sergio Seloti.Jr

E o que proponho neste sentido? Dentro das orientações de inovação em negócios, tenho sugerido aos alunos utilizarem uma sequência baseada em 9 slides (que, talvez, fossem melhor chamados de “blocos de informações”, já que não precisam se limitar a 9 “telas”).

Cada um desses blocos contempla uma parte do que se deseja apresentar, bem como tem características próprias.

Splash Screen

A tela de abertura, que pode mostrar o logo da empresa/produto de forma destacada, serve para “gravar” a marca na retina da audiência. Normalmente, há um delay entre o início da apresentação visual (PPT) e a apresentação em si (aquele momento em que a audiência ainda não deu o ok para o start do pitch). Parece besteira, mas esse momento é valioso para gravar sua marca. Assim, costumo sugerir aos meus alunos que usem esses preciosos segundos com sabedoria – e assertividade.

O mesmo vale para o final da apresentação: fuja, ou melhor, FUJA do tal slide de “Obrigado” ou “Dúvidas” ou “Perguntas” ou qualquer coisa desse tipo. Ao invés disso – que faz sua apresentação parecer seminário em universidade – substitua essa tela pela sua Splash Screen: aquela mesma que você exibiu no início da apresentação. E ganhe mais alguns segundos de exposição de sua marca enquanto acontece a arguição ou os comentários.

Pode acreditar: quando a audiência vir essa tela novamente, vai saber que sua exposição terminou.

O Problema

Você tem 30 segundos para conquistar sua audiência. Os primeiros 30 segundos de uma apresentação são cruciais para o sucesso. Simples assim. Cruel desse jeito. Aquele seu 1 ano de preparo podem ser destruidos nos primeiros 30 segundos de uma apresentação. E por você mesmo.

Assim, normalmente sugiro que o empreendedor use esses 30 segundos para conquistar a empatia de seus avaliadores. E como fazer isso em 30 segundos??? Dentro do contexto de um pitch, sugiro que a exposição comece apresentando o problema que o negócio pretende resolver. E, se possível, o faça de uma forma que a audiência diga “puxa, isso poderia acontecer comigo!”. Se você conseguir criar esse estímulo, vai ganhar a atenção da sua audiência para o que vem a seguir.

A Solução e a Inovação

Se a sua missão de conquistar empatia for bem sucedida, sua audiência estará ávida por ouvir de que forma você pretende/consegue resolver o problema.

Essa é a sua deixa. Esse é o seu momento. Neste bloco, você vai apresentar a sua Proposta de Valor. Explique como você vai resolver o problema do seu cliente e, se possível, demonstre como você fará isso de uma forma que não é feita ainda – e por quê a sua solução é melhor que os concorrentes.

É neste bloco de informações, também, que se espera ver a inovação. É possível que o foco da inovação esteja no sistema de atividades, modelo de receitas, sem problemas. Mas é importante que, neste momento, o empreendedor já faça referência a isso, apresentando o processo de negócio. 

O Processo

Pode haver quem discorde da apresentação do processo de negócios neste momento e prefira a explanação do público alvo e dos dados de mercado. Não me oponho, mas, pessoalmente, prefiro continuar demonstrando por que – e como – a minha solução é superior às alternativas do mercado. 

Este bloco deve dirimir dúvidas quanto ao funcionamento do negócio. De onde vêm insumos, como será a entrega de valor, o processo central do negócio e outros aspectos operacionais relevantes devem ser expostos aqui. 

O Mercado

Uma vez que o negócio esteja explicado e a proposta de valor tenha sido apresentada, chega a hora de falar mais sobre o público alvo. 

Dois grupos de informações são importantes aqui: de um lado, é importante caracterizar o público, seu perfil de consumo e a necessidade que está sendo satisfeita. Do outro lado, há que se apresentar os grandes números: quantidade de consumidores, volume financeiro que o mercado movimenta, índices de crescimento e outras informações que demonstrem relevância e potencial financeiro.

Mas é importante estar ciente que nem tudo que está no mar é peixe.

A Competição

Certa feita, ao apresentar uma ideia supostamente genial para meu pai, fui “agraciado” com a seguinte resposta: “Filho, eu conheço um Einstein e não é você”. rs

“Filho, eu conheço um Einstein e não é você”

Por mais cruel que pareça (ok, é bem cruel ouvir isso, rs), essa foi uma lição importante para minha vida. Toda ideia, por mais genial que pareça, tem problemas. E, pior que isso: não pense que é o único gênio a ter essa ideia. Há 7 bilhões de pessoas no mundo 🌍: alguém já teve essa mesma ideia que você. Ou uma ideia parecida. Procure, busque com afinco negócios que façam o mesmo que você ou que entreguem o mesmo valor para o cliente de maneira diferente. Quanto mais cedo você estiver a par da concorrência, mais cedo você poderá se preparar para ela.

O Time

Se você vai ter que lidar com a competição e realizar uma proposta de valor que seja realmente relevante para seu cliente, você precisará de um time. É hora de apresentar 

Papo Online #24 – O que é Valor?

Vídeo

O que é Valor?

Apesar da percepção de valor ser subjetiva, a compreensão do conceito e do funcionamento é objetivo.

Costumo usar uma “fórmula” para o “cálculo” do valor baseada na divisão entre os benefícios percebidos (que podem ser emocionais, monetários, físicos, etc) pelos custos para aquisição desse determinado valor (custos estes que também podem ser de vários tipos, como tempo, emocional, esforço, monetário, etc).

valor

É importante, porém, perceber algumas coisas sobre “valor”:

Valor ≠ Preço

Enquanto preço é a quantidade monetária que dispendemos para adquirir determinado bem/serviço, o valor é a percepção subjetiva de benefícios esperados e o custo associado à esta aquisição. Ou, em português, “preço” é o que você abre mão, enquanto valor é o que você adquire.

Isso desfaz, por exemplo, uma falácia de que “tal produto não vale o que pagamos”. Pode não valer o “preço” de etiqueta, mas se nos dispomos a pagar, então entendemos que, por menor que seja a vantagem, há um “valor” que é superior ao preço pago.

Valor é subjetivo

Apesar da fórmula ser a mesma para todos, a percepção dos benefícios e custos assumidos (portanto, de valor) é subjetiva, ou “referente ao subjeto, ao sujeito”. Assim, o que é valor para mim pode não ser valioso para outro. Eu, por exemplo, acho que “vale a pena” pagar o dobro do preço no Ovomaltine, há quem acha que não vale. Há, também, quem acredite valer a pena pagar 1,5 milhão numa Ferrari. Eu não acho (hehehe). De qualquer forma, entender o mecanismo pode ajudar empreendedores a ofertar algo que seja – de fato – valioso para seus clientes.

Valor não é apenas o que eu ganho, mas o que eu “abro mão”

Já comentamos acima: o valor é uma percepcão de benefícios, mas também é uma noção dos custos para aquisição desses benefícios. Portanto, quando perguntamos se algo “vale a pena”, entendemos que há um “valor”, mas há também uma “pena”, uma penalização, um custo para a sua aquisição. Assim, se entendemos que há um custo para aquisição de um ganho, a conta se torna mais complexa – mas também mais interessante. Ignorasse os custos para aquisição, seria muito fácil adquirir os “maiores valores possíveis”, sem nos preocuparmos com os custos, mais ou menos como um bandido que tenha a certeza da impunidade (conhecemo uma situação assim? rs)

Valor de um produto/serviço é atribuído pelo cliente, não por nós

Essa é, talvez, a lição mais dura: por mais que achemos que aquele produto ou serviço que oferecemos seja fantástico, incrível, imprescindível, quem tem que “achar” isso é o cliente, não nós. Assim, se o cliente não enxerga valor no que oferecemos, estamos fadados ao fracasso. E esse valor, subjetivo, pode ser emocional, social, monetário, físico, o que for, desde que seja valor para o cliente, para quem vai consumir esse bem ou serviço.

E você, o que acha? O que é valor?

Bel Pesce e a hamburgueria do Belzebu

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A polêmica da semana é dela: A Menina do Vale, Bel Pesce.

Esse vídeo é para dizer o que eu penso de toda essa história, das palestras, empreendedorismo de palco e afins. Muitos alunos vêm me perguntar “Professor, o que você acha da Bel?”

A polêmica da hamburgueria da Bel Pesce

Na semana passada, Bel Pesce (vulgarmente conhecida como a Menina do Vale) criou um projeto de crowdfunding para montar uma hamburgueria (eu chamaria de lanchonete) com o vencedor do MasterChef BrasilLeonardo Young.

E qual a confusão? Independente de dar certo ou não o projeto de financiamento coletivo (pessoalmente, não vejo problemas com isso), o problema foi que o timing inadequado, junto com uma falta de oferecer um negócio que valesse a pena de ser financiado, somado – esse o grande problema – a uma série de pequenas mentiras contadas pela Bel levaram à uma campanha terrível de desconstrução do personagem “Menina do Vale”. Ela, que sempre foi muito conhecida no ambiente, na cena empreendedora, nunca havia sido questionada – ou exposta – fora desse contexto e, uma vez que aconteceu (e a exposição do vencedor do MasterChef amplificou isso), boa parte dessa história se revelou falsa (ou, sendo “polido”, algumas histórias foram bastante exacerbadas). A partir daí começa a confusão.

Izzy Nobre vs Bel Pesce

E aqui começa a confusão: o blogueiro Izzy Nobre escreve um texto onde praticamente disseca quem é Bel Pesce, questionando sua formação, os minors e mayors que ela tem, seu diploma, se ela é de fato fundadora de algumas das empresas que ela disse fundar (e a conclusão é que não, no máximo pode ser considerada do time inicial de uma delas, a Lemon Wallet). E isso detona a imagem da Bel Pesce – e eu não sei qual será o impacto sobre os negócios (atuais) da Bel Pesce, acredito que terá um impacto negativo nesse momento, além de desencadear uma avalanche de posts, textos de blogs e vídeos sobre o caso.

Mas meu ponto não é esse.

O que é empreendedorismo?

Antes de qualquer análise sobre o caso (e não sobre a Bel em si, que já me parece bastante exposta), precisamos responder à questão: o que é empreendedorismo?

Vocês sabem que sou um acadêmico, que minha tese de doutorado, defendida no começo de 2015 foi sobre empreendedorismo (e histórias de empreendedores), então acredito que tenho algo a falar sobre o tema.

O conceito de empreendedorismo que é bastante aceito e difundido hoje é a idéia de alguém que abre um negócio, uma empresa. E ponto. Você abre uma barraca de cachorro quente e pronto, é empreendedor. Abre uma hamburgueria (por que não “lanchonete”???) e, voilà, é empreendedor. Eu, pessoalmente, discordo dessa definição. De minha parte, aceito a definição de Schumpeter, que diz que o empreendedor é o agente de inovação e transformação da sociedade a partir da introdução de novos produtos ou serviços (vulgo, inovação). Ou seja, o empreendedor não é apenas alguém que tenha uma empresa, mas alguém que inova a partir dessa empresa e que funciona como alguém que empreende uma jornada.

Então, essas duas definições (a clássica e a moderna) já tiram do rol de “empreendedores” boa parte dessas novas celebridades da categoria de empreendedores.

Empreendedor de fato ou empreendedor de palco

Além disso, há uma discussão – essa, a meu ver, ainda mais profunda e urgente – sobre o que é o empreendedor de fato e o que é o empreendedor de palco, que é alguém que dá palestras motivacionais sobre empreendedorismo. E, pessoalmente, não considero esse segundo grupo como empreendedores, por mais dinheiro que façam. Não os respeito como empreendedores. Como pessoas de sucesso financeiro? Sim, mas não como empreendedores. Acredito até que haja valor nisso, mas como motivação, não como caso real.

E a Bel Pesce, então?

A Bel Pesce é um caso curioso. Me perguntam “A Bel é empreendedora?

E a minha resposta é: “Antes, não!“. Quando ela se vendeu como a Menina do Vale, com forte apoio do Flávio Augusto, ela não era. Nem sob o ponto de vista moderno, de abrir uma empresa, nem sob o ponto de vista clássico, da inovação. Então a Bel Pesce começa, na verdade, como uma história, como um personagem: A Menina do Vale.

E hoje? Hoje, sim, é empreendedora. Em ambos os conceitos: o moderno e o schumpteriano. É um caso interessante de profecia auto-realizável: ela não era empreendedora, ela se vendeu como empreendedora e, assim, se tornou – de fato – empreendedora.

Eu passei a respeitá-la como inovadora depois do lançamento do Conecta Game, um jogo para estimular pessoas a gerar idéias criativas, desenvolvido em parceria com a Copag. E a FazInova, sua empresa de treinamento, atende ao outro critério, de alguém que tem uma empresa. “Ah, mas é uma empresa para vender palestras dela”, não é. Vende palestras, sim, mas vende treinamento, também, com uma equipe, funcionários, estrutura física, tudo certinho. Então, você pode gostar ou não, mas ela tem uma empresa, sim.

E a hamburgueria?

Eu acho que foi um tiro no pé por conta da exposição e, principalmente, porque não tinha nada de inovação, nada que justificasse um crowdfunding. Pô, aplica aquilo que você ensina, né, Bel? Faz um modelo de negócios inovador, uma hamburgueria (LANCHONETE!) por assinatura, que você paga mensal e pode comer a vontade, sei lá (olha eu dando consultoria de graça de novo!). E aí vende as primeiras adesões pra levantar a grana, aí sim eu acho que o efeito seria inverso. Ao invés de manchetes como “A farsante da Bel”, leríamos coisas como “A Menina do Vale inova mais uma vez”. Mas, como foi feito, ficou ridículo, foi um tiro no pé.

E agora?

Agora a Bel ainda está tentando se defender da artilharia (e artilharia de internet é cruel!), ainda vai ter a fase da poeira abaixar e, do pouco que conheço da garota, é bem provável que ela fique quebrando a cabeça para montar um p*ta negócio legal e voltar esfregando na cara de todo mundo. Vai conseguir? Não sei. Mas eu colocaria umas moedinhas para apostar que vai tentar.

E você, o que achou dessa confusão toda?


Links para saber mais

Vencedor do MasterChef e Bel Pesce usam crowdfunding para abrir hamburgueria
http://corporate.canaltech.com.br/noticia/negocios/vencedor-do-masterchef-e-bel-pesce-usam-crowdfunding-para-abrir-hamburgueria-78083/

Bel Pesce e o empreendedorismo de palco: porque a Menina do Vale não vale tanto assim
https://medium.com/@izzynobre_24233/bel-pesce-e-o-empreendedorismo-de-palco-porque-a-menina-do-vale-n%C3%A3o-vale-tanto-assim-da9e0c917844#.9eux4hwns

Bel Pesce é fraude?

Izzy Nobre v Bel Pesce – Treta Internacional

Após polêmica, Bel Pesce faz desabafo sobre tentativas de ‘desmascará-la’ na internet
http://vejasp.abril.com.br/blogs/pop/2016/09/01/bel-pesce-faz-desabafo-sobre-tentativas-de-desmascara-la-na-internet/

Bel Pesce: empreendedora mal compreendida ou farsa midiática?
http://www.tecmundo.com.br/polemica/109167-bel-pesce-empreendedora-mal-compreendida-farsa-midiatica.htm

Caso Izzybel ou Bel Pesce é uma fraude: Estadão tenta desqualificar blogueiro Izzy Nobre, mas…
http://www.obrasil.online/economia/caso-izzybel-ou-bel-pesce-e-uma-fraude-estadao-tenta-desqualificar-blogueiro-izzy-nobre-mas/

A resposta de Bel Pesce: Quando a emenda sai pior que o soneto, parte 1
http://hbdia.com/dossie-hbd/a-resposta-de-bel-pesce-quando-a-emenda-sai-pior-que-o-soneto-parte-1/

CEO agora diz que Pesce não começou Lemon, mas pode ser chamada cofundadora
http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2016/09/04/ceo-agora-diz-que-pesce-nao-comecou-lemon-mas-pode-ser-chamada-cofundadora.htm

VENCEDOR DO MASTERCHEF E BEL PESCE CANCELAM FINANCIAMENTO COLETIVO APÓS REVOLTA NA WEB
http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2016/08/vencedor-do-masterchef-e-bel-pesce-cancelam-hamburgueria-apos-revolta-na-web.html

Bel Pesce tenta explicar o crowdfunding para hamburgueria
http://startse.infomoney.com.br/portal/2016/08/29/22139/bel-pesce-tenta-explicar-o-crowdfunding-para-hamburgueria/

Quem é Bel Pesce?
https://www.belpesce.com.br/sobre

Bel Pesce apresenta diplomas e documentos para tentar comprovar formação e experiência
http://www.brasilpost.com.br/2016/09/02/bel-pesce-diploma_n_11841396.html

Hamburgueria ‘Zebeléo’ não vai ter mais financiamento coletivo, anuncia Bel Pesce
http://www.brasilpost.com.br/2016/08/26/financiamento-coletivo-zebeleo-cancelado_n_11718658.html

Fundador da Lemon desmente papel de Bel Pesce na empresa, mas volta atrás
http://corporate.canaltech.com.br/noticia/personalidades/fundador-da-lemon-desmente-papel-de-bel-pesce-na-empresa-mas-volta-atras-79063/

Crowdfunding da hamburgueria de Leo e Bel Pesce é cancelado
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/crowdfunding-da-hamburgueria-de-leo-e-bel-pesce-e-cancelado

Análise da linguagem corporal de Bel Pesce

O milagre da missionária Bel

O melhor vídeo sobre o assunto: Kibeleo

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