Os 9 slides do Prof. Sergio Seloti.Jr

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Um dos momentos mais críticos ao lançar um novo negócio (ou projeto de negócio) é o temido momento do pitch. É difícil falar em fórmulas, já que cada projeto ou negócio tem suas próprias especificidades e características próprias que devem ser ressaltadas. Ainda assim, quando se apresenta um projeto para um investidor (mesmo uma banca de negócios ou um shark tank), há informações – e sequência de informações – que não podem faltar.

Como fazer apresentações, segundo Guy Kawasaki

Guy Kawasaki, conhecido guru do empreendedorismo, sugere uma sequência de 10 slides que contêm toda a informação necessária para este tipo de situação (em português aqui). Ele também se considera um “evangelista da regra 10/20/30” para PowerPoint. Segundo esta regra, nenhuma apresentação corporativa deve ultrapassar 10 slides ao longo de, no máximo, 20 minutos de uma apresentação cujo tamanho das fontes não pode ser inferior a 30 pontos.

Confesso que não trabalho totalmente dentro destes limites, mas costumo seguir a essência de maneira bastante aguda. Apresentações longas não são apenas chatas e cansativas, mas podem dispersar a atenção e jogar contra a própria proposta do momento, que é garantir a absorção do máximo de conteúdo possível. Além disso, fontes pequenas não servem para quem está assistindo a apresentação, mas apenas para um apresentador inseguro que deseje ler a sua fala ao invés de se preparar melhor (e, eventualmente, decorar aqueles dados). Apresentações em mídia visual (sim, eu não quis usar o termo “PowerPoint“, rs) servem como reforço da mensagem de um apresentador, não são o ator principal. Se é para a audiência ficar lendo o que você está falando, é mais rápido entregar-lhes o texto impresso (ou, ainda melhor, um PDF) e eles mesmos se encarregarão de ler, em um ritmo assustadoramente mais rápido do que o apresentador pode falar. Assim, o PPT deve servir como apoio, focado em reforçar a mensagem do apresentador – preferencialmente com palavras-chave, ao invés de textos longos, e imagens. Imagens valem mais que mil palavras, sim.

Há que se ressalvar, porém, que há tipos de apresentações e nem todas se encaixam neste mesmo padrão ou sequência. Uma aula (em escola, faculdade) terá características diferentes (normalmente, mais longa, com tópicos pontuados, algum material que possa ser “copiado” pelo aluno, etc) de uma palestra (com duração intermediária entre uma aula e um pitch para investidor, normalmente mais lúdica, envolvente e que atinja uma audiência mais ampla).

Como fazer apresentações, segundo o prof. Sergio Seloti.Jr

E o que proponho neste sentido? Dentro das orientações de inovação em negócios, tenho sugerido aos alunos utilizarem uma sequência baseada em 9 slides (que, talvez, fossem melhor chamados de “blocos de informações”, já que não precisam se limitar a 9 “telas”).

Cada um desses blocos contempla uma parte do que se deseja apresentar, bem como tem características próprias.

Splash Screen

A tela de abertura, que pode mostrar o logo da empresa/produto de forma destacada, serve para “gravar” a marca na retina da audiência. Normalmente, há um delay entre o início da apresentação visual (PPT) e a apresentação em si (aquele momento em que a audiência ainda não deu o ok para o start do pitch). Parece besteira, mas esse momento é valioso para gravar sua marca. Assim, costumo sugerir aos meus alunos que usem esses preciosos segundos com sabedoria – e assertividade.

O mesmo vale para o final da apresentação: fuja, ou melhor, FUJA do tal slide de “Obrigado” ou “Dúvidas” ou “Perguntas” ou qualquer coisa desse tipo. Ao invés disso – que faz sua apresentação parecer seminário em universidade – substitua essa tela pela sua Splash Screen: aquela mesma que você exibiu no início da apresentação. E ganhe mais alguns segundos de exposição de sua marca enquanto acontece a arguição ou os comentários.

Pode acreditar: quando a audiência vir essa tela novamente, vai saber que sua exposição terminou.

O Problema

Você tem 30 segundos para conquistar sua audiência. Os primeiros 30 segundos de uma apresentação são cruciais para o sucesso. Simples assim. Cruel desse jeito. Aquele seu 1 ano de preparo podem ser destruidos nos primeiros 30 segundos de uma apresentação. E por você mesmo.

Assim, normalmente sugiro que o empreendedor use esses 30 segundos para conquistar a empatia de seus avaliadores. E como fazer isso em 30 segundos??? Dentro do contexto de um pitch, sugiro que a exposição comece apresentando o problema que o negócio pretende resolver. E, se possível, o faça de uma forma que a audiência diga “puxa, isso poderia acontecer comigo!”. Se você conseguir criar esse estímulo, vai ganhar a atenção da sua audiência para o que vem a seguir.

A Solução e a Inovação

Se a sua missão de conquistar empatia for bem sucedida, sua audiência estará ávida por ouvir de que forma você pretende/consegue resolver o problema.

Essa é a sua deixa. Esse é o seu momento. Neste bloco, você vai apresentar a sua Proposta de Valor. Explique como você vai resolver o problema do seu cliente e, se possível, demonstre como você fará isso de uma forma que não é feita ainda – e por quê a sua solução é melhor que os concorrentes.

É neste bloco de informações, também, que se espera ver a inovação. É possível que o foco da inovação esteja no sistema de atividades, modelo de receitas, sem problemas. Mas é importante que, neste momento, o empreendedor já faça referência a isso, apresentando o processo de negócio. 

O Processo

Pode haver quem discorde da apresentação do processo de negócios neste momento e prefira a explanação do público alvo e dos dados de mercado. Não me oponho, mas, pessoalmente, prefiro continuar demonstrando por que – e como – a minha solução é superior às alternativas do mercado. 

Este bloco deve dirimir dúvidas quanto ao funcionamento do negócio. De onde vêm insumos, como será a entrega de valor, o processo central do negócio e outros aspectos operacionais relevantes devem ser expostos aqui. 

O Mercado

Uma vez que o negócio esteja explicado e a proposta de valor tenha sido apresentada, chega a hora de falar mais sobre o público alvo. 

Dois grupos de informações são importantes aqui: de um lado, é importante caracterizar o público, seu perfil de consumo e a necessidade que está sendo satisfeita. Do outro lado, há que se apresentar os grandes números: quantidade de consumidores, volume financeiro que o mercado movimenta, índices de crescimento e outras informações que demonstrem relevância e potencial financeiro.

Mas é importante estar ciente que nem tudo que está no mar é peixe.

A Competição

Certa feita, ao apresentar uma ideia supostamente genial para meu pai, fui “agraciado” com a seguinte resposta: “Filho, eu conheço um Einstein e não é você”. rs

“Filho, eu conheço um Einstein e não é você”

Por mais cruel que pareça (ok, é bem cruel ouvir isso, rs), essa foi uma lição importante para minha vida. Toda ideia, por mais genial que pareça, tem problemas. E, pior que isso: não pense que é o único gênio a ter essa ideia. Há 7 bilhões de pessoas no mundo 🌍: alguém já teve essa mesma ideia que você. Ou uma ideia parecida. Procure, busque com afinco negócios que façam o mesmo que você ou que entreguem o mesmo valor para o cliente de maneira diferente. Quanto mais cedo você estiver a par da concorrência, mais cedo você poderá se preparar para ela.

O Time

Se você vai ter que lidar com a competição e realizar uma proposta de valor que seja realmente relevante para seu cliente, você precisará de um time. É hora de apresentar 

How to Craft an Effective Elevator Speech

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How to Craft an Effective Elevator Speech
by Chris King

 

I know that at this moment, you are wondering what I’m talking about. Who gives a speech in an elevator anyway? What I mean by an “elevator speech” is a short description of what you do, or the point you want to make, presented in the time it takes an elevator to go from the top floor to the first floor or vice versa. In this article you will find out what, why, where, when, to whom, and how to prepare that “elevator speech.” 

What exactly is an “elevator speech”? I believe the name was actually coined from the idea that we sometimes meet the important people in our lives in elevators. The odd situation we encounter in most elevators is that nobody speaks to or looks at anyone else, and yet we have a captive audience for that short period of time. Very few people are ready to interact in case someone does speak. The idea of an “elevator speech” is to have a prepared presentation that grabs attention and says a lot in a few words. What are you going to be saying? By telling your core message, you will be marketing yourself and/or your business, but in a way that rather than putting people off will make them want to know more about you and your business.Why prepare an “elevator speech”? In previous articles I have continually mentioned the importance of preparation, and it is no different for an “elevator speech.” Actually, it is imperative to work on this two to three minute presentation until it is perfectly crafted. This is the one kind of speech that I do suggest memorizing. Make it such a part of you that if someone woke you up from a sound sleep in the middle of the night, and asked you what you do, you would smoothly and without hesitation tell them your “elevator speech.” This speech will serve as your introduction to others, so it has to be good!

Where and when do I use this “elevator speech”? Of course, if you meet someone who shows interest in the elevator, you can be literal and use it there. But usually it comes in handy when you attend an event, a conference, a convention, or some other type of meeting with networking opportunities. You will notice that one of the first questions people ask is, “And, what do you do?” “Oh, I’m a lawyer … or an accountant … or a consultant … or an artist…” It doesn’t matter because they will often say, “Oh, that’s nice,” and immediately label you in their mind with all of the stereotypes they perceive those occupations carry with them. However, if you turn your message around and start with an answer like, “I work with small businesses that are grappling with computer problems,” right away — especially if they own a small business — their ears will perk up and they will want to know more. The reason I suggest working on this speech and memorizing it is that our natural reaction to the question, “What do you do?” is to answer with a label. Then, we continue to describe the process we go through instead of sharing the benefits they will get from working with us. Rather than thinking of ourselves as “solution providers” we picture ourselves as doing our occupation.

To whom do I present my “elevator speech”? The more often you give your short speech, the better it will become. You will have so much fun experiencing the unique reactions to what you are saying, you will easily be able to add enthusiasm and energy to the telling. I suggest taking advantage of a wide variety of gatherings and networking events. And, don’t worry, if your “elevator speech” isn’t smooth, easy, or natural in the beginning. If you stick with it, you will find that it gets better and better, and before long, you will be getting a surprising amount of business — or, at least a number of contacts who want your business card and to stay in touch. You will also be remembered.

How do I craft my elevator speech? What are the ingredients? Before I go any further, I want to credit the man who turned me on to how to market using a strong core message, which I am calling my “elevator speech.” It is Robert Middleton who calls himself an InfoGuru and who has developed an Action Plan Marketing Manual — which is not only reasonably priced, but loaded with incredible information. You will find him HERE. Even if you don’t get his online manual, be sure to subscribe to his weekly newsletter, which is excellent. To start your “elevator speech” determine your niche market, what problem(s) do they have that you can help solve and what solution is the outcome? What makes you unique? What short story illustrates a successful outcome that you have produced?

For example, this is my elevator speech: Everyone has a story. I help small businesses and non-profits tell their story to the people who need to hear it. You see, when someone knows our story, they can’t help but like us, and we support and do business with those we like. So, together, we craft your story and start telling it to your employees, the media, potential clients, and to the world. I know it sounds like marketing, but what makes me unique is that first and foremost, I am a storyteller. I also have a technical, art, writing, and design background which I combine to tell your story in a special, get-their-attention way. I recently completed a sixteen-page publication with an additional 15,000 copies that appeared in the March issue of Cleveland Magazine telling the stories of Cleveland’s community development corporations. They were so delighted with the outcome that I am now in the process of designing an extensive website for them.

Fonte: Creative Keys